Segunda-feira, 14 de Abril de 2008
Mix

Eh pá, a sério que não percebo, porque raios temos de expor a nossa vida para termos direito a algo que nos pertence. E é jackpot certeiro se houver um bom melodrama pelo meio. O pai que bate na avó, o tio que morreu de uma navalhada com três tiros.

 

Mas porquê?

 

Se os rendimentos fossem feitos de acordo com as despesas ninguém teria problemas financeiros, ou será que isto é uma dedução só minha....

 

Penso que estou numa fase de mudança, de decisão. Tenho de avaliar e decidir. E hoje descobri que não quero ser um cenário. Uma fachada. Oca.

 

A experiência é valorizada e eu receio sempre. Receio em expor-me, recearei sempre. Mas tenho de dar um passo em frente.

 

Aqui as pessoas atacam como forma de defesa, vejo isso com frequência. Sinto que todos têm essa necessidade. A necessidade de se afirmarem. Mostrar ao mundo quem são mesmo que ninguem esteja interessado.  É isto a fachada que eu não quero ser. A fachada que com medo avança antes que alguém abra a porta e perceba que tudo começa e acaba alí.

 

Todos têm uma posição, uma opinião formada, um rumo certo para um destino seguro. Viram isto tudo no jornal do dia, nas estatiscas do INE, na simulação do crédito que fizeram no site do banco.

 

E sinceramente eu não quero ser nada disso.  A necessidade do destino seguro está cá, como estará em todos nós. Mas sempre vi a vida de uma forma muito tranquila, nunca tracei estratégias, nunca defini planos, passos, metas...nunca ganhei uma partida de xadrez.

 

Tenho objectivos que quero alcançar. Sinto que tudo tem o seu tempo. Agora é tempo de decidir, e depois como diz Calvin, é a sequência de decisões em cadeia que formam a vida.



publicado por ana.mafalda às 21:12
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